As primeiras vacinas para combater o vírus H1N1, da gripe suína, devem ser aprovadas e estar prontas para aplicação em alguns países a partir de Setembro, informou nesta quinta-feira a Organização Mundial da Saúde (OMS)

Marie-Paule Kieny, especialista da OMS, disse que a produção desse tipo de vacina está melhorando, depois de um começo decepcionante que causou preocupação sobre seu fornecimento.
Os primeiros resultados dos testes clínicos são esperados para o começo do mês Setembro e esses testes vão mostrar se serão necessárias uma ou duas doses para garantir imunidade - outra grande variável para determinar quantas pessoas podem ser vacinadas.
Assim que os resultados dos testes iniciais estejam prontos, os reguladores estarão aptos a aprovar as vacinas para aplicação a partir do mês que vem e os primeiros países poderão iniciar programas de vacinação em massa.
Marie-Paule Kieny, directora de investigação da área de vacinas da OMS, explicou que "entre ter o material físico, os lotes de vacina, e usá-lo na população está o licenciamento". Esse licenciamento, atribuído com base nomeadamente no perfil de segurança das vacinas, é da responsabilidade dos organismos reguladores, como é o caso em Portugal da Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed).
A gripe H1N1, declarada pandemia em 11 de Junho, poderá afectar até 2 biliões de pessoas, segundo estimativas da OMS.
Entre os principais produtores de vacinas do mundo estão os laboratórios Sanofi-Aventis, Novartis, Baxter, CSL, GlaxoSmithKline e Solvay.
A directora-geral da OMS, Margaret Chan, tem afirmado que o vírus H1N1 está estabilizado e não há indícios de que se tenha misturado com outros tipos mais perigosos de "influenza", tais como a mortífera estirpe H5N1, da gripe das aves.
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