H1N1N: Advogado saudável não resiste a pneumonia e falência de órgãos
Vítima da gripe A concorria a presidente de câmara
O candidato à Câmara de Ourém pelo CDS-PP, o advogado Diogo Castelino Alvim, 49 anos, é a segunda vítima mortal do vírus da gripe A (H1N1). Morreu ao final da manhã de ontem na Unidade de Cuidados Intensivos (UCI) do Hospital Curry Cabral (HCC), em Lisboa, onde permanecia em estado muito grave desde 25 de Agosto. De acordo com Conceição Loureiro, directora clínica do HCC, a causa de morte foi "pneumonia pelo vírus H1N1, com falência multiorgânica".
"Desde o primeiro dia que este doente mantinha um prognóstico muito reservado, estando ventilado com suporte hemodinâmico e sujeito a depuração renal, tendo o seu quadro clínico registado um agravamento claro nos últimos dias", acrescentou.
Diogo Alvim, que residia em Lisboa, era uma pessoa saudável e não tinha antecedentes de doença, apesar de ser fumador. A contaminação do vírus da gripe A ocorreu na comunidade, quando se encontrava de férias numa região balnear. 'Não foi no Algarve', esclareceu o director da Unidade de Cuidados Intensivos (UCI) do Hospital Curry Cabral, Luís Mourão, acrescentando que a família do doente não foi contaminada.
Em reacção à morte de Diogo Alvim, o líder do CDS-PP, Paulo Portas, sublinhou o 'excelente carácter, brio profissional e dedicação à sua terra, Ourém'. De Diogo Alvim, Paulo Portas disse ter 'uma invulgar simpatia e capacidade de ouvir os seus conterrâneos, fosse qual fosse a sua ideologia'. Herculano Gonçalves, presidente da distrital de Santarém do CDS-PP, afirmou que as festas previstas na campanha serão anuladas 'em memória' do candidato agora falecido.
Perante a segunda morte no País devido à infecção pelo vírus H1N1, a ministra da Saúde, Ana Jorge, apelou à acalmia da população e disse serem esperados mais óbitos. 'A ocorrência de mortes devido à doença não significa que haja alterações no quadro da situação epidémica que se vive em Portugal.'
Ana Jorge sublinhou que a gripe continua a apresentar padrões clínicos correspondentes aos inicialmente previstos. 'As medidas adoptadas até agora têm demonstrado que continuam a ser adequadas e vão manter-se.'
correiomanha.pt | 27-09-2009
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