Campanha de vacinação contra gripe A conta numa primeira fase com 49 mil doses
Lisboa, 02 Out (Lusa) - A campanha de vacinação contra o vírus H1N1 contará, numa primeira fase, com 49 mil doses a distribuir pelos "grupos considerados prioritários", embora nem todos recebam a vacina, disse a ministra.
Em conferência de imprensa, Ana Jorge explicou que nesta primeira fase de vacinação, que se iniciará a a 26 de Outubro, será necessário, dentro dos grupos prioritários, escolher os que devem ter um acesso mais rápido.
Por esta razão, serão vacinados os profissionais de saúde, mas apenas os que "pela especialização e especificidade das suas funções" são considerados "dificilmente substituíveis".
Por esta razão, serão vacinados os profissionais de saúde, mas apenas os que, "pela especialização e especificidade das suas funções", são considerados "dificilmente substituíveis".
Já entre as grávidas serão vacinadas apenas as que se encontrarem no segundo e terceiro trimestre de gestação e com patologias graves associadas.Outro grupo que terá prioridade na vacinação é o de profissionais que desempenham "atividades essenciais". A ministra explicou que entre estes se encontram funcionários de empresas que prestam serviços como gás, eletricidade, telecomunicações, segurança, saneamento e comunicação social.
Segundo Ana Jorge, caberá às empresas determinar o número restrito destes profissionais. As autoridades também devem ser vacinadas nesta primeira fase.
A ministra explicou que a vacina chegará aos postos de forma gradual, e disse esperar que um milhão de portugueses sejam imunizados até janeiro.
No momento, afirmou, Portugal não tem intenção de adquirir mais vacinas.
Perguntada sobre a hipótese de a vacinação acontecer depois do pico da pandemia, Ana Jorge esclareceu que isso foi devido ao ritmo de produção da vacina.
Em relação à forma como os portugueses vão ser vacinados, a ministra explicou que a imunização será feita nos locais que fazem parte do circuito normal de vacinação.
As pessoas que fizerem parte destes grupos prioritários - que sejam atendidas nos setores público ou privado - só receberão a vacina mediante apresentação de uma declaração de um médico que, sob o compromisso profissional, confirme a necessidade de vacinação.
Sem este atestado, esclareceu a ministra portuguesa, não será autorizada a administração da vacina.
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