Os primeiros a ser vacinados são os considerados no "grupos de risco": as grávidas com doenças associadas, pessoas indispensáveis ao funcionamento de serviços, médicos e enfermeiros.
Vacinação nos Açores começa dia 26 Outubro
No entanto, e tal como a nível nacional e em linha com diversos outros países da Europa e da América do Norte, nos Açores os médicos e os enfermeiros estão renitentes quanto à vacinação contra a Gripe A (H1N1), afirmam estes profissionais: "para além de algumas dúvidas, há um sentimento de obrigação que está a gerar desconforto entre os enfermeiros".
Para Francisco Branco, do Sindicato dos Enfermeiros dos Açores, não é possível, para já, prever o número de profissionais que vão optar pela vacina, adiantando "que deve ser salvaguardado o direito de opinião, porque não se pretende obrigar as pessoas a fazer uma coisa contra a sua vontade".
Por sua vez, Eduardo Pacheco, da Ordem dos Médicos, diz que o pessoal médico "está à espera de uma maior informação àcerca da vacina e que cada um tomará a decisão por si ".
No entanto, e para desmistificar a questão dos efeitos secundários, a opinião de Filipe Frois, médico pneumologista, "é de não existir razões para temer os efeitos secundários, como a síndrome da Guillain Barré, uma doença que destrói os nervos e que esteve associada a uma vacina de combate a uma eventual pandemia suína, em 1975, em nada comparável com a vacina para a protecção do vírus H1N1, semelhante à vacina sazonal".
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