Não há fármaco seguro a 100% nem as vacinas
Segundo notícia do JN o presidente do Infarmed (Autoridade Nacional do Medicamento) a vacinação contra a gripe pandémica tem mais vantagens do que riscos, sobretudo nos grupos identificados como prioritários.Vasco Maria (do Infarmed), em declarações ao JN, no Congresso Nacional de Farmacovigilância e Gestão do Risco, disse que esta vacina "é eficaz a prevenir e relativamente segura no seu uso".
Pandemrix: Critérios de escolha
O critério de escolha da vacina Pandemrix, segundo o presidente do Infarmed, teve em conta a rapidez do fornecimento (uma outra só faria entregas a partir de Fevereiro), o preço, bem como a viabilidade de alterações se o vírus sofresse mutações. Outros pormenores tiveram a ver com embalagem e junção de seringas.
Vasco Maria do Infarmed esclarece ainda que "cabe ao clínico, independentemente da sua convicção sobre vacinas, ser capaz de identificar os riscos de cada doente". Riscos, entenda-se, devidos a doenças de que o paciente sofra e que possam ser agravadas por este vírus.
Sublinha o presidente do Infarmed que "a vacina da gripe pandémica não tem riscos significativos face à da gripe sazonal". Mas haverá sempre efeitos adversos, admite (em três anos foram comunicados 39). O mesmo especialista prevê que o Sistema Nacional de Farmacovigilância vá receber notificações referindo o óbito de pessoas vacinadas há três semanas, mas apela aos clínicos para que notifiquem "mesmo que tenham dúvidas".
As reacções adversas a um qualquer medicamento podem ter "origem em particularidades genéticas que podem tornar uma pessoa sensível ao medicamento".
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