Mais de metade das 110 mil vacinas está por usar
Ao contrário de outros países, em que houve uma corrida às vacinas, os portugueses demoraram a aderir à campanha, reconheceu a ministra da Saúde Ana Jorge. Até ao dia de ontem apenas tinham sido usadas 50 mil doses de vacina. (c/vídeo)Gripe A: Das 110 mil vacinas já em Portugal apenas 50 mil foram usadas
Mais de metade das 110 mil vacinas que já chegaram a Portugal ainda não foram utilizadas. Ao inverso de outros países, em que houve uma corrida às vacinas, como nos EUA os portugueses continuam apreensivos e resistentes a toma da vacina e, apenas 50 mil foram aos centros de saúde para serem imunizados contra o vírus H1N1, revelou ontem a ministra da Saúde Ana Jorge.Segundo relato do DN «Este número (50 mil) é muito inferior ao que o Ministério da Saúde esperava, já que tinha previsto usar 54 mil doses logo nas primeiras duas semanas da campanha de vacinação que começou a 26 de Outubro».
«Mas a adesão foi pouca, tendo sobrado milhares de vacinas, a que se juntaram mais 50 mil doses que entretanto chegaram
• EMEA ![]() Entretanto, a Agência Europeia do Medicamento (EMEA) confirmou ontem que uma dose da vacina Pandemrix, usada em Portugal, é suficiente para proteger jovens a partir dos 10 anos e adultos. Isto significa que os adultos não precisam de tomar uma segunda dose, como estava previsto, e que Portugal fica com vacinas para seis milhões de pessoas, mais de metade da população. Com a decisão da EMEA, o ministério pondera alargar a vacinação a jovens adultos, depois dos grupos de risco que já tinham sido identificados, nos grupos A, B e C A EMEA informou que já foram vacinados cinco milhões de europeus e que está a analisar toda a informação sobre o "número muito reduzido" de casos de síndrome de Guillian-Barré e mortes fetais reportadas depois da imunização. Salienta, no entanto, que a informação disponível aponta para que não haja relação entre estes casos e a vacina. Em Portugal já se verificaram-se 3 casos de morte fetal, que entretanto estão a ser averiguados pela EMEA, e que segundo as autoridades portuguesas a a relação causa-efeito é meramente casual, descartando assim um efeito da vacina sobre estes acontecimentos Ana Jorge afirmou sobre os três casos de morte fetal. "Não há nada que nos faça dizer que há uma relação de causa-efeito, além da relação temporal". |
• Vacina Pandemrix apenas numa dose PRESS RELEASE (EMEA PDF, 1Pág.) |
«De fora destas contas fica o pessoal médico e de enfermagem que se vacinou em hospitais. No entanto, a adesão destes profissionais parece estar aquém do desejado».
Para Libério Bonifácio Ribeiro, antigo presidente da Sociedade Portuguesa de Pediatria, a falta de adesão à campanha deve-se a "um problema de comunicação". "A mensagem não passou como era preciso", disse ao DN, acrescentando que o Ministério devia ter começado por vacinar as crianças.
A própria ministra Ana Jorge admitiu que "o número esperado [de vacinados] podia ser maior, dado que o número de vacinas que já existe é maior", mas garantiu que a adesão tem vindo a aumentar.
Aliás, notou-se que a vacinação das crianças veio dinamizar muito a campanha, acrescenta fonte do Ministério.
O infecciologista Fernando Maltez, por seu, justifica a hesitação dos portugueses com a interiorização de ideias erradas sobre a vacina e a falta de "educação para saúde e prevenção".
- Grupos prioritários na vacinação
350 mil no grupo A
(DN)Quando começou a campanha de vacinação contra a gripe A (H1N1), a 26 de Outubro, o Ministério estimava que as primeiras 54 mil doses fossem para grávidas do segundo e terceiro trimestres com doença associada, profissionais de saúde imprescindíveis e outros trabalhadores essenciais para o funcionamento do País.
Devido à baixa adesão nalgumas regiões, começaram ainda neste período a serem vacinadas as outras pessoas, como: grávidas saudáveis e alguns doentes crónicos graves.
1 milhão no grupo B, mais bebés dos 6 meses aos 2 anos
Na segunda-feira passada, umas semanas antes do previsto, o Ministério deu ordem para se começar a vacinar também todos os doentes crónicos com menos de 65 anos - o grupo B. Foram também incluídas crianças com mais de seis meses e até aos dois anos.
Grupo C mais jovens adultos
O grupo C inclui as os restantes doentes crónicos, as crianças até 12 anos, obesos e dadores de sangue entre outros. Com a notícia de que uma dose chega para proteger os jovens e adultos, podem ser incluídos jovens adultos, os mais afectados pelo vírus H1N1.
| Até agora só 50 mil portugueses foram vacinados conta a Gripe A nos Centros de Saúde. Isto apesar de terem sido distribuídas para vacinação cerca de 120 mil doses para os diversos grupos prioritários, de um total de cerca de 150 mil doses já recebidas da GSK. |
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