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| Gripe A H1N1: Ministra da Saúde insiste na vacinação de 30% da população |
| Intervenção da Ministra da Saúde na conferencia de imprensa, 04-02-2010 |
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Gripe A H1N1: Ministra da Saúde insiste na vacinação de 30% da população
Ana Jorge alerta que só em Janeiro a gripe A fez 30 mortos em Portugal e avisa que o vírus H1N1 veio para ficarSão vacinadas diariamente cerca de sete a oito mil pessoas contra a gripe A (H1N1)
Já foram vacinados 500 mil portugueses, mas é objectivo do MS imunizar cerca de três milhões de pessoas que correspondem aos grupos de risco
Embora o ministério da Saúde já tenha renegociado com a GSK 2 milhões de vacinas, continua em negociações com o laboratório para descartar mais 1 milhão
Dos 195 mil casos de infecção pelo H1N1 registados pelos serviços saúde, 1189 pessoas doentes necessitaram de ser internados, dos quais 117 em estado grave
A demora média em unidades de cuidados intensivos foi de 17 dias
Cerca de 80% das 104 vítimas mortais estiveram submetidas a ventilação assistida e tinham factores de risco conhecidos
Ponto da situação da gripe por vírus A
Resumo da intervenção da Ministra da Saúde na conferência de imprensa de ponto da situação da gripe por vírus A (H1N1), em Lisboa (04-02-2010)A ministra da Saúde afirmou, esta quinta-feira, que muitas mortes podiam ter sido evitadas, por isso fez saber que quer ver 30 por cento da população vacinada, nomeadamente pessoas dos grupos mais vulneráveis, como jovens e grávidas.
No total foram imunizados 500 mil portugueses, de um total de 1,6 milhões de doses recebidas, mas a Ministra da Saúde mantém o objectivo de vacinar os três milhões correspondentes aos grupos de risco. E afasta de momento a hipótese de alargar a vacinação a outros grupos, como os adultos saudáveis, apesar de esta hipótese ter sido já várias vezes referida pelas autoridades de saúde.
Desde o início da pandemia foram comunicados 195 mil casos de infecção pelo H1N1, número que a ministra admite estar subavaliado - "quer por sub-notificação quer porque muitos casos terão apresentado doença ligeira ou moderada" e as pessoas não precisaram de recorrer aos serviços de saúde.
Segundo a ministra, os dados preliminares permitem concluir que cerca de 80% das 104 vítimas mortais estiveram submetidas a ventilação assistida e tinham factores de risco conhecidos: sobretudo doenças pulmonares, como asma, doenças do coração e diabetes.
Ana Jorge esclareceu ainda que a principal causa de morte foi a pneumonia viral primária, "padrão semelhante ao dos outros países e diferente do que se verifica com a gripe sazonal", em que a pneumonia bacteriana é mais comum. Também a média de idade das vítimas mortais - 47,6 anos - é bastante inferior quando comparada com as vítimas da "gripe comum".
Tendo em conta as orientações da Organização Mundial de Saúde (OMS) e sabendo que uma dose da vacina chega para a imunização, o Ministério da Saúde está a negociar com a GlaxoSmithKline a anulação de parte da encomenda feita.
Inicialmente tinham sido pedidos seis milhões de doses, o dobro do que é preciso, o Ministério da Saúde já negociou a anulação de dois milhões de vacinas e, está a tentar negociar para anular mais um milhão, o objectivo claro de Ana Jorge é renegociar com a GlaxoSmithKline a anulação de 50% da encomenda inicial de vacinas.
Também por isso, muitos serviços de atendimento específico têm vindo a fechar portas nas últimas semanas. A ministra explicou que não há nenhum calendário para estes encerramentos e que cada unidade é autónoma para decidi-los.
Apesar da acalmia da gripe A H1N1 em Portugal, Ana Jorge alerta que o vírus H1N1 veio para ficar.
Clique para ver texto integral da conferencia de imprensa da Ministra da Saúde
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