A Organização Mundial de Saúde (OMS) vai pedir aos países mais afectados pela gripe A para não realizarem análises sistemáticas de laboratório, mas sim para desenvolverem instrumentos de medição da tendência geral da pandemia.
"Nos próximos dias a OMS irá fazer uma actualização das recomendações aos países sobre a vigilância" do vírus H1N1 2009, afirmou hoje o director-adjunto da OMS, Keiji Fukuda, numa conferência de imprensa realizada via telefone.
O vírus da gripe A foi rebaptizado pela OMS como "H1N1 2009".
A gripe A já contaminou mais de 98.000 pessoas e causou 440 mortos em 137 países e territórios, segundo o último balanço oficial da OMS, divulgado hoje.
Para o responsável da OMS, e face aos números actuais, chegou o momento "para muitos países mudarem a abordagem de acompanhamento" da doença.
Nos países com muitos casos confirmados de gripe A será agora necessário desenvolver "os indicadores nacionais de forma mais ampla", disse Fukuda. "Devido ao aumento do número de casos em muitos países, é muito difícil continuar desta maneira, e temos de mudar os indicadores que servem como referência à vigilância da evolução da pandemia", referiu o número dois da OMS, justificando que esta abordagem irá aliviar a pressão sobre as análises laboratoriais.
Em contrapartida a OMS pretende concentrar os testes e os relatos de casos em países ainda não afectados pela doença, acrescentou Fukuda.
A organização vai ainda pedir a realização de análises a doentes que apresentem sintomas pouco habituais para detectar possíveis mutações do vírus.
Fonte: Diário Digital | 07 julho 2009
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