Ministério da Saúde estima em 82% adesão à greve dos enfermeiros
O Ministério da Saúde estimou hoje em 82,73 por cento a adesão dos enfermeiros à greve, num ponto da situação elaborado cerca das 12:20, ainda sem contabilizar o turno da tarde, segundo informação divulgada pelos seus serviços na Internet.Os enfermeiros, que cumprem hoje o segundo de três dias de greve, estão dispostos a fazer novas paralisações se não tiverem respostas satisfatórias, mas o sindicato aguarda primeiro uma nova ronda negocial com o Governo. (vídeo)
"O Ministério da Saúde já deu sinais de que irá agendar a seguir à greve reuniões de negociação. Esperamos e desejamos que as negociações decorram e cheguem a bom porto, que se faça um bom acordo", afirmou hoje o presidente do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), José Carlos Martins.
Lusa | 28-01-2010
Sindicato entende que se mantêm razões para protesto de enfermeiros
O Governo decidiu manter o salário inicial da carreira em 1020 euros, mas Guadalupe Simões, que fala noutros motivos para a luta, recordou que os enfermeiros exigem que este valor seja de 1510 euros.
O Sindicato dos Enfermeiros entende que ainda existem razões para a manutenção do seu protesto, mesmo depois de a proposta salarial de ingresso nesta carreira se manter nos 1020 euros, depois de o Governo ter anunciado anteriormente a intenção de a baixar para 995.
Depois de, há duas semanas e meia, ter justificado a actual greve de três dias com esta questão, a presidente deste sindicato lembrou que se está no âmbito de um «processo negocial dinâmico» e que se «mantém o problema que nos faz estar neste momento em luta».
«Sempre foi nossa exigência, e entregámos a proposta no Ministério da Saúde, que o início da carreira dos enfermeiros fosse 1510 euros e que de imediato fosse atribuída um valor remuneratório a todos os enfermeiros que são licenciados», acrescentou Guadalupe Simões.
Para esta sindicalista, os enfermeiros lutam pela dignificação da carreira não apenas por questões financeiras mas também «porque se sentem humilhados relativamente ao não reconhecimento, em termos salariais, dos enfermeiros como licenciados, como já aconteceu noutros sectores».
«Neste momento, estamos perante uma proposta em que o Ministério da Saúde diz-nos que o ingresso da carreira de enfermagem se vai manter igual durante os próximos quatro anos. É inaceitável. Não podemos aceitar isto», concluiu.
Fonte: TSF















